segunda-feira, 9 de junho de 2014

TRANSGÊNICOS - Greenpeace faz alerta “A Nestlé, a Knorr e a Kraft Foods(LACTA) utilizam TRANSGÊNICOS NO BRASIL

Greenpeace faz alerta no dia do consumidor: Brasileiros comem alimentos transgênicos




15-03-2002 - São Paulo (SP)


No Dia do Consumidor, o Greenpeace divulgou uma nova lista de alimentos contaminados com transgênicos. Dos 12 produtos testados no laboratório Interlabour Belp Ag, na Suíça, cinco apresentaram contaminação com a

Soja transgênica Roundup Ready, da Monsanto.

São eles:
Chocolate Bis, da Lacta, que pertence à Kraft Foods;

Salsicha Carrefour;

Sopão Maggi de carne com legumes, da Nestlé;

Sopão Knorr de galinha com macarrão e legumes;

Alimento para cães Bonzo, da Purina (1). 


É a quinta vez que a soja transgênica é encontrada em um produto Knorr, e a terceira em um produto da Nestlé (2). O Carrefour foi a única empresa a declarar que, em função do resultado dos testes, está tornando as medidas adotadas ainda mais rigorosas, a fim de prevenir o uso de transgênicos em seus produtos (3).

“A Nestlé, a Knorr e a Kraft Foods(LACTA) não utilizam ingredientes geneticamente modificados na Europa, onde os consumidores rejeitam os transgênicos.
Porquê, então, tratar o consumidor brasileiro como um consumidor de segunda classe?“

, questiona Mariana Paoli, coordenadora da campanha de Engenharia Genética do Greenpeace. “Os fabricantes, importadores e distribuidores de alimentos devem parar imediatamente de utilizar componentes transgênicos em seus produtos, pois eles oferecem riscos à saúde e ao meio ambiente”.

O cultivo e comercialização de qualquer transgênico continuam proibidos no Brasil por sentença judicial, enquanto várias exigências não forem satisfeitas - entre elas, o Estudo de Impacto Ambiental (EIA/RIMA) (4). Em contrapartida, a Comissão Especial sobre Alimentos Geneticamente Modificados da Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira (12/03), proposta do deputado Confúcio Moura (PMDB-RO) que visa a liberação dos transgênicos (5).

“Além de desrespeitar as leis brasileiras, estas empresas contrariam a opinião da maioria dos brasileiros, que diz não aos transgênicos”, completou Mariana.

Pesquisa de opinião do Ibope sobre transgênicos, encomendada pelo Greenpeace em julho do ano passado, constatou que 74% da população prefere consumir um alimento convencional a um transgênico, e 67% acha que os transgênicos não devem ser liberados para plantio comercial enquanto não há um consenso na comunidade científica sobre a sua segurança para o meio ambiente e para a saúde humana.

Para o Greenpeace, as autoridades brasileiras devem retirar estes produtos do mercado. A organização ambientalista enviará à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), assim como a todos os órgãos estaduais de Vigilância Sanitária cópia dos laudos, exigindo que as providências necessárias sejam tomadas. 
(1) Veja íntegra dos laudos do laboratório Interlabour Belp Ag dos produtos contaminados com transgênicos.

(2) Veja listas anteriores de produtos contaminados com transgênicos no site do Greenpeace.

(3) Veja íntegra da carta enviada pelo Carrefour ao Greenpeace, onde a empresa reitera seu compromisso em manter seus produtos livres de transgênicos.

(4) A exigência de estudo de impacto ambiental (EIA/RIMA) é garantida pela Constituição Federal e pelas resoluções do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), além de uma sentença judicial em vigor. O juiz Antônio Prudente, da 6ª Vara da Justiça Federal (DF), deferiu, em 27 de junho de 2000, sentença proibindo a comercialização da soja transgênica da Monsanto sem a realização do EIA/RIMA. As Resoluções 001/86 e 237/97 do Conama também exigem o Estudo de Impacto Ambiental para atividades potencialmente prejudiciais ao meio ambiente, incluindo a introdução de transgênicos.

(5) Desde 1998, os Ministérios da Ciência e da Tecnologia, da Agricultura e a Indústria de Biotecnologia tentam liberar a soja transgênica no País. Os setores favoráveis aos transgênicos insistem que é de competência da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTN-Bio) o trabalho de identificar os riscos potenciais dos transgênicos à saúde e ao meio ambiente e, conseqüentemente, exigir o Estudo de Impacto Ambiental (EIA/RIMA). Por outro lado, ambientalistas e a sociedade civil ressaltam a necessidade da avaliação prévia de impacto ambiental, já que não é possível conhecer riscos potenciais antes da realização da mesma. No Brasil, avaliações de risco para transgênicos nunca foram realizadas. 

2 comentários:

  1. O Greenpeace gosta de holofotes: centenas de empresas usam transgênicos nos seus produtos. Essencialmente todas aquelas que usam milho ou soja ou produtos derivados destes grãos.
    Não há novidade alguma nisso. Está tudo aprovado pelas leis do Brasil e os milhos e sojas transgênicos que são plantados e consumidos aqui estão presentes em dezenas de outros países, igualmente aprovados pelos órgãos regulatórios deles.

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  2. Falou e disse, e muito bem!
    Fazer a defesa do indefensável, você joga pra baixo do tapete o "MAIOR CRIME CONTRA A HUMANIDADE", esses venenos que defendes, matam por ano, o que todas as guerras, de todos os tempos, mataram juntas! No mínimo, e na pior das hipóteses, deves ser "PEÃO" dos "JUDEUS SIONISTAS", donos destas criminosas empresas, és parceiro do famigerado "BETO ALBUQUERQUE", "PEÃO" da "MONSANTO TRANSGÊNICOS", criadora do "AGENTE LARANJA" que envenenou os VIETNAMITAS, com sequelas terriveis!.

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