Na semana passada, foi discutido ativamente na 
internet russa um comunicado de como um bombardeiro
 de frente russo Su-24 equipado com um o sistema de neutralização radioeletrônica de última geração paralisou
 no mar Negro o mais sofisticado sistema americano 
de combate Aegis a bordo do destroier Donald Cook.
O destroier participava das manobras americano-romenas.
“Destaque-se que a entrada de navios militares americanos
 neste espaço aquático contraria a convenção sobre 
o caráter e os prazos de permanência no 
mar Negro de embarcações de guerra dos países
 não banhados por este mar”, diz Pavel Zolotarev,
 perito em assuntos políticos.
A Rússia, por seu lado, enviou um avião desarmado
 Su-24 para sobrevoar o destroier americano.
O Aegis ainda de longe teria interceptado a aproximação
 do avião dando alerta de combate. Tudo decorria como
 de hábito, tendo os radares calculado a distância até o alvo.
 Mas de repente todos as telas se apagaram. O Aegis 
deixou de funcionar e os mísseis não receberam a 
indicação do alvo. Entretanto, o SU-24 sobrevoou a
 coberta do destroier, fez uma virada de combate e 
imitou um ataque de mísseis. Depois fez uma volta 
e repetiu durante 12 vezes consecutivas a manobra.
Após o incidente, o Donald Cook entrou com 
urgência num porto da Romênia.
Quais
 podem
 ser as
 consequências militares
 do incidente
 no 
Mar Negro?

“A meu ver, os americanos irão refletir sobre o 
aperfeiçoamento do sistema Aegis. Este é o puro
 lado militar. 
Mas é pouco provável que politicamente sejam
 dados quaisquer passos por uma ou outra parte.
 Essas ações são suficientes. Entretanto,
 este é um momento desagradável para os americanos.
 Em geral, o sistema de DAM, que estão desenvolvendo,
 absorve meios colossais e é necessário provar cada vez
 que eles devem ser canalizados do orçamento.
 Ao mesmo tempo, a componente terrestre do sistema
 de DAM –contramísseis em poços– foi testado em
 condições ideais, mostrando uma baixa eficácia.
 Este fato é escondido minuciosamente pelo Pentágono.
 O mais sofisticado sistema Aegis de estacionamento
 marítimo também revelou neste caso seus defeitos”, 
diz Zolotarev.
O sistema com que o Su-24 havia chocado o 
destróier americano Donald Cook tem o nome
 convencional de Khibíni, como se chama um 
maciço na península de Kola, na região polar
 da Rússia.
O Khibini é um sistema de neutralização
 radioeletrônica de última geração com que 
serão equipados todos os 
aviões prometedores russos. Há pouco o sistema
 foi testado em exercícios num polígono na Buriátia.
 Pelo visto, os testes foram bem-sucedidos.
 Ainda são aguardados testes do sistema
 em condições próximas de combate.

Publicado originalmente pela Voz da Rússia

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