O vice-premiê Dmítri Rogózin já havia anunciado, em um artigo publicado no jornal “Rossiiskaya Gazeta” em abril, que os objetivos estratégicos da Rússia na exploração espacial estão ligados a uma presença mais ampla em órbitas baixas da Terra, à colonização da Lua e à exploração de Marte e outros objetos do Sistema Solar.
Mas, agora, os autores do projeto afirmaram que as “primeiras expedições de cosmonautas para criar uma base lunar permanente estão planejadas para 2030”, e não descartam atrair investidores privados para os projetos lunares.
É necessário explorar a Lua de forma dinâmica, recomendam os autores no relatório obtido pelo jornal, pois “as principais potências espaciais irão explorar e atribuir a si territórios lunares que vão fornecer oportunidades de uso prático nos próximos 20 a 30 anos”.
“A Lua é o primeiro passo no caminho para o espaço profundo”, diz o cientista do Instituto de Política Espacial, Ivan Moiseiev. “Portanto, é de se pensar no uso da Lua como um promissor espaçoporto”, acrescenta.
Quanto à extração de recursos minerais na Lua, o cientista acredita que não faz sentido enviá-los à Terra, porque, “mesmo que se encontrassem diamantes por lá, não daria lucro trazê-los”.
“Mas, em qualquer caso, é possível começar com a geração de oxigênio, já que ele existe em muitos compostos químicos na Lua”, finaliza Moiseiev.

Publicado originalmente pela agência Itar-Tass