sexta-feira, 23 de maio de 2014

FORUM ECONOMICO SÃO PETERSBURGO - PUTIN DÁ AULA DE CIVILIDADE E CONVIVÊNCIA PACÍFICA

Hoje, 18:49

Cuidar do Estado para evitar o caos político e econômico

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As pessoas pragmáticas sempre encontrarão uma linguagem comum. Isso foi provado mais uma vez pelo Fórum Econômico Internacional de São Petersburgo. No fórum, empresários e políticos estão não só celebrando contratos multimilionários, mas também discutindo questões políticas.

Nem as sanções impostas pelo Ocidente contra a Rússia por causa da crise ucraniana, nem a pressão sem precedentes de Washington oficial conseguem impedir acordos entre as maiores empresas internacionais e russas.
As sanções contra a Rússia são uma tentativa dos EUA e da UE de esconder sua culpa nos acontecimentos na Ucrânia. Isto foi discutido à margem do fórum de São Petersburgo. E o presidente da Rússia enfatizou em seu discurso que a crise atual, os eventos em torno da Crimeia e no Sudeste da Ucrânia são causados por falta de confiança. Para restaurá-la é necessário manter um diálogo construtivo, disse Vladimir Putin aos representantes da UE:
“A incapacidade de procurar compromissos, a falta de vontade de respeitar os interesses legítimos dos parceiros, a pressão direta, apenas multiplicam o caos e a instabilidade, dando origem a novos riscos para toda a comunidade mundial. Será que alguém pode beneficiar com a perturbação da habitual  interação entre a Rússia e a União Europeia? Será que o mundo passará a ser mais estável e previsível? Provavelmente não. Não será óbvio que as sanções econômicas como instrumento de pressão política no mundo interdependente de hoje têm um efeito bumerangue e acabam por afetar as empresas e as economias dos países que as impuseram?”
No mundo, e especialmente na antiga União Soviética, há que agir com especial cuidado. Há que tratar com muito cuidado os fundamentos básicos do Estado. Caso contrário, sucede o caos na política e na economia, resumiu Putin.
O tema do Fórum Econômico de São Petersburgo foi designado como “Reforçando confiança em tempo de mudança”. E afinal não é assim tao difícil para os homens de negócios encontrar algo em comum. Pois a política deve apenas proporcionar condições para o trabalho normal dos empresários, e não destruir os laços já existentes, acredita o chefe da Câmara de Comércio norte-americana na Rússia Alexis Rodzyanko:
“As empresas norte-americanas com que me comunico são empresas que operam aqui na Rússia. Muitas, há muito tempo e com bastante sucesso. E falando de um modo geral, as empresas norte-americanas se sentem bem na Rússia. E, obviamente, ninguém ficou contente com as sanções, e todos esperam a sua revogação rápida”.
Um exemplo de como se pode encontrar uma linguagem comum foi demonstrado pelo governo russo e os sistemas internacionais de pagamento. No início da deterioração da situação em torno da Crimeia, a Visa e a MasterCard, sob pressão da Casa Branca, bloquearam momentaneamente  suas operações na Rússia. No entanto, em São Petersburgo, depois de uma reunião com o ministro das Finanças Anton Siluanov, foi anunciado que foi encontrado uma maneira de resolver o problema. Segundo Siluanov, a Visa e a MasterCard querem criar dentro de um ano e meio um operador russo. Isso vai levar algum tempo, claro, e por enquanto os dois gigantes internacionais vão trabalhar com os sistemas de pagamento existentes, enfatizou o ministro das Finanças.
No âmbito do Fórum já foram assinados múltiplos acordos. Por exemplo, a empresa russa Lukoil e a francesa Total assinaram um acordo para desenvolver a jazida Bazhenovsky na Sibéria Ocidental. Dentro de dois anos, as empresas investirão juntamente 150 milhões de dólares em exploração geológica.
Os empresários da Europa não prestaram muita atenção às sanções anunciadas pelo Ocidente. Mesmo o fato de que as capitais europeias não reconheceram a anexação da Crimeia à Rússia não os alarma de todo, notou o chefe interino da República da Crimeia, Serguei Aksenov:
“Em privado, todas as empresas que não estão vinculadas aos círculos governantes na Europa Ocidental se interessam ativamente pela Crimeia. Os empresários que visitaram a república viram claramente que não há risco para seus capitais. Pelo contrário, o próprio ambiente hoje incentiva o grande capital a investir em diversas áreas, principalmente na agricultura e na indústria de lazer”.
Na sexta-feira, no Fórum de São Petersburgo foram entregues prêmios. O presidente da Rosneft Igor Sechin, por indicação de Vladimir Putin, entregou o prêmio Energia Global. Este ano, ele foi atribuído ao acadêmico russo Ashot Sarkisov e ao membro da Real Academia Sueca de Engenharia, Lars Gunnar Larsson. Eles foram laureados pelo seu notável contributo para o desenvolvimento da energia nuclear.

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