sexta-feira, 25 de abril de 2014

UCRÂNIA - KIEV USA TANQUES, BLINDADOS, AVIAÇÃO E ARTILHARIA CONTRA CIVIS INDEFESOS - RÚSSIA CONTESTA E ADVERTE


Ontem, 21:35

Moscou disposta a convocar reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU

Moscou disposta a convocar reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU

A Rússia poderá usar a autorização do Conselho da Federação para o envio de tropas se na Ucrânia a violência contra a população civil não terminar.

Na quinta-feira no Sudeste do país morreram 5 apoiantes da federalização. Kiev tinha enviado blindados e forças especiais contra os manifestantes pacíficos.

A operação militar na Ucrânia foi interrompida depois de a Rússia ter anunciado o início de manobras militares junto à fronteira russo-ucraniana, mas na sexta-feira Kiev declarou a continuação da operação militar na área da cidade de Slavyansk. Moscou apela a uma distensão do conflito, mas avisa que irá defender seus cidadãos no cumprimento do direito internacional.

O cumprimento do acordo obtido a 17 de abril em Genebra é o único caminho para a regularização da situação, mas terão de ser todas as partes do conflito a cumpri-lo. É inaceitável exigir aos apoiantes da federalização da Ucrânia que cessem todas as ações de protesto e simultaneamente apoiar as formações armadas dos nacionalistas. Já a utilização do exército contra cidadãos pacíficos é simplesmente um crime, sublinha o ministro das Relações Exteriores da Federação Russa Serguei Lavrov:

“Isso é simplesmente uma ação punitiva que já provocou muitas vítimas. Cerca de 160 tanques, 250 blindados de infantaria mecanizada e restante material bélico pesado e a aviação estão combatendo seu próprio povo. Isso é um crime sangrento pelo qual os que empurraram o exército para isso ainda serão julgados, e eu estou convicto que eles serão entregues à justiça. Entretanto os países ocidentais, que assistem a tudo isso, exigem que a Federação Russa deixe de interferir nos assuntos da Ucrânia e afaste as tropas da fronteira.”

Contudo, foi precisamente o início das manobras militares em território da Rússia, na proximidade da fronteira ucraniana, que fez interromper o uso da força contra as manifestações no sudeste da Ucrânia dos apoiantes da federalização. A na véspera o presidente interino Alexander Turchinov tinha enviado tropas contra os habitantes da cidade de Slavyansk (região de Donetsk). A ordem tinha sido dada depois da visita a Kiev do vice-presidente dos EUA, Joe Biden.

Simultaneamente 6 centenas de militares dos EUA tinham sido enviados para participar em manobras na Polônia e nos países do Báltico. Nos mares Negro e no Báltico também apareceram navios de guerra da OTAN. Contudo, o Ocidente acusa tradicionalmente a Rússia de comportamento agressivo. E é de Moscou que eles exigem o cumprimento dos acordos de Genebra, os quais na realidade, além de Moscou, ninguém sequer tenta cumprir, refere o cientista político Serguei Panteleev:

“A Rússia defendeu desde o primeiro momento uma posição que pressupõe a manutenção da paz na Ucrânia e um desenvolvimento pacífico da situação. Infelizmente, as constantes tentativas para que esse fosse o rumo dos acontecimentos na Ucrânia obtinham a reação contrária por parte dos Estados Unidos. Não se pode falar de Kiev como uma parte independente. A reunião de Genebra demonstrou que, quando os norte-americanos parecem manifestar a intenção de iniciar negociações construtivas, tudo resulta numa interpretação dos acordos exclusivamente a favor dos interesses ocidentais. A Rússia, por consequência, é obrigada a pressionar a parte que é cada vez mais incapaz de negociar dentro das possibilidades que possui para influenciar a situação.”

No dia 21 de fevereiro o presidente da Ucrânia Viktor Yanukovich e o atual poder de Kiev (que nessa altura eram oposição militante) assinaram, na presença dos ministros das Relações Exteriores da França, da Polônia e da Alemanha, um acordo para a regulação pacífica da crise na Ucrânia. No dia seguinte teve lugar uma tomada do poder pela força. A nova direção decidiu alterar a Constituição e marcou eleições para 25 de maio. As regiões do sudeste, maioritariamente habitadas por uma população de língua russa, se recusaram a reconhecer as novas autoridades e exigem a realização de uma reforma completa da Constituição antes das eleições. Em resposta às manifestações de protesto Kiev enviou para a região unidades militares.

Moscou não exclui que os últimos acontecimentos na Ucrânia possam exigir uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU.
 

Leia mais: http://portuguese.ruvr.ru/2014_04_25/moscou-e-pronta-para-convocar-reunicao-de-emergencia-do-conselho-de-seguranca-da-onu-6101/

Nenhum comentário:

Postar um comentário