domingo, 23 de março de 2014

UCRÂNIA - FILA DE REGIÕES QUEREM FUGIR DO TERROR JUDAICO SIONISTA, Lugansk, Donetsk, Kharkiv, Zaporozhye, Odessa , Transnístria


Lugansk, Donetsk, Kharkiv, Zaporozhye, Odessa , Transnístria, Carcóvia, Strilkove, Chongar, todas estas províncias querem fugir do TERROR JUDAICO SIONISTA, a exemplo do que está acontecendo na Síria, Egito, Venezuela e já aconteceu na Líbia, Iraque, Honduras, Paraguai, implantado na Ucrânia, também querem referendo como o da Crimeia

No Noroeste do país, região dominada por falantes de russo é o grande foco de tensão depois da península
Do El País (Email)
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Simpatizantes da Rússia posam junto a estátua de Lênin em Donetsk
Foto: Reuters






Simpatizantes da Rússia posam junto a estátua de Lênin em Donetsk Reuters

Quem olhar para um mapa político da Ucrânia e tiver ao lado dos resultados do último censo oficial (2001), verá imediatamente que o ponto fraco para Kiev está no Nordeste do país: lá estão Lugansk e Donetsk.

Em Lugansk, 68% da população era de língua russa, de acordo com o censo. E isso se reflete claramente na posição política adotada por grande parte de seus quase dois milhões de pessoas, exigindo um referendo à semelhança da Crimeia. No último domingo, milhares de manifestantes que se reuniram em frente à Administração Provincial romperam uma barreira policial, tomaram a sede do Executivo e obrigaram o governador Mikhail Bolotski a renunciar. Vale lembrar que na Ucrânia é Kiev que nomeia os governadores das províncias, sem eleições e sem a aprovação do Legislativo local.

Lugansk faz fronteira com as províncias russas de Belgorod, Voronej e Rostov; por isso seria muito fácil que Moscou saia em socorro de seus “irmãos”. Do lado ucraniano, a sudoeste, está Donetsk, província ucraniana em que a maioria também é de língua russa.

Nesta região, a população de língua russa era de acordo com o censo, 74%. O clima pró-Rússia de muitos dos cidadãos de Donetsk é claro: escolheram um governador popular, o ativista pró- russo Pavel Gubarev, exigiram a renúncia das novas autoridades nomeadas pelo governo de Kiev e, no início de março, temporariamente içaram a bandeira russa na sede da administração provincial. Mas Gubarev foi preso e os líderes nomeados pelo novo governo ucraniano — o oligarca Sergei Taruta à frente — puderam assumir o poder, pelo menos por enquanto.

Lugansk fica a oeste da província de Kharkiv, cuja população, de acordo com o censo de 2001, é dividida: 53,8% ucranianos, 44,3% falantes de russo. Mas esses dados não são 100% confiáveis. Ainda sob impacto da saída da União Soviética, muitos falantes de russo se identificavam como ucranianos. Segundo dados de 2004 do Instituto Internacional de Sociologia de Kiev, 74% da população de Kharkov se comunica em russo (em nível nacional, mais de 50% usam o ucraniano). A situação é tensa em Kharkiv, com protestos pró-Ucrânia e pró-Rússia. No domingo, as primeiras mortes ocorreram.

Percentagens semelhantes de falantes de russo têm regiões como Zaporozhye (50,2% versus 48,2%) e Odessa (46,3% e 41,9%), que não fazem fronteira com a Rússia. No entanto, a primeira faz fronteira com Donetsk e a segunda com a Transnístria — república independente autoproclamada após a desintegração da URSS, que a Moldávia considera seu território e é simpática a Moscou por ter uma grande população de língua russa — o que pode apresentar alguns problemas para Kiev. Não em vão a Ucrânia reforçou sua fronteira com a república.

Todas essas regiões já se tornaram fontes graves de tensão. A situação pode transbordar e começar uma verdadeira guerra civil, seguida de uma intervenção do grande vizinho.

Autoridades de Kiev podem insistir em tentarem se impor independentemente do estado de espírito da população destas regiões, ou podem optar por uma rota que iria passar por eleições democráticas diretas de autoridades provinciais e assegurar o status co-oficial do russo nesta área.

A primeira via envolve o perigo de uma rebelião com a guerra civil e possível perda de territórios; a segunda, que os espíritos federalistas predominem, o que é indesejável para Kiev.


 COMENTÁRIOS






  • Leandro
    Os EUA deveriam pressionar o governo golpista a fazer concessões à Rússia, como uma concessão permanente da base naval da Criméia, a adoção do russo como idioma oficial nas regiões de maioria russa e, o mais importante, o comprometimento de nunca aderir à OTAN, em troca de garantia de integridade territorial. Algo como o feito pela Finlândia, o que garantiu a independência desta. Isso é o que está sendo proposto por vários think tanks dos EUA -- logo certamente não é uma idéia "esquerdista"
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    Leandro
    Costa, não vi nada de "esquerdista" na análise abaixo... É uma análise objetiva e razoável. O problema é que as pessoas tendem a pensar em política internacional como se fosse dividido entre mocinhos e bandidos, mas não, é: geopolítica, os Estados se movem pouco por valores e muito por interesses. Os EUA não são mocinhos nem a Rússia é bandida nesta história. Mas certamente o povo da Ucrânia será a vítima.
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    Rmr Costa
    Carl Wolfmann ////// O seu texto tem a exata embocadura dos infundados discursos esquerdistas terceiro-mundistas (pró-Cuba) que enaltecem qualquer posição anti-americana/EU e criticam as suas ações como, por exemplo, a disponibilização de um pacote de ajuda de US$10 bilhões oferecido pela EU a Ucrânia.
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    Carl Wolfmann
    Essas são as medidas às quais estão amarrados os pífios empréstimos que UE e EUA acabam de conceder após o golpe, desencadeado a partir de conversa telefônica entre a Subsecretária de Estado dos EUA, Victoria Nuland, e seu Embaixador na Ucrânia. Utilizaram-se as redes sociais e outros meios de arrebanhar massas descontentes e as levaram à praça Maidan, ignorando elas que suas lastimáveis condições de vida vão piorar muito após o golpe.
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    Carl Wolfmann
    Entretanto, o presidente da Ucrânia, Yanukovych, constitucionalmente eleito, não concordou em aderir à UE sem discutir as draconianas condições impostas: adotar as medidas econômicas do figurino do FMI: cortar em metade o valor das pensões, suprimir benefícios sociais, demitir funcionários, privatizar mais patrimônio público em favor de plutocratas, tudo para pagar dívidas com bancos ocidentais.


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