terça-feira, 4 de março de 2014

UCRÂNIA - PUTIN DENUNCIA TOMADA DE PODER 'A FORÇA


OS JUDEUS SIONISTAS DE ISRAEL TOMARAM O PODER PELAS ARMAS NO EGITO, IRAQUE, CORÉIA DO SUL, HONDURAS, JAPÃO, PARAGUAI, REPUBLICA CENTRO AFRICANA E LÍBIA. 
NO MOMENTO ESTÃO TENTANDO TOMAR  O PODER NA SÍRIA, VENEZUELA E UCRÂNIA.
E ATRAVÉS  DE FRAUDES BANCÁRIAS, CONTÁBEIS E SONEGAÇÃO DE IMPOSTOS, DOMINARAM OS ESTADOS UNIDOS E A EUROPA OCIDENTAL QUASE EM SUA TOTALIDADE.
Ontem, 20:52

Putin: "Na Ucrânia ocorreu a tomada do poder pelas armas"

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Moscou não preconiza a adesão da Crimeia à Rússia, e considera os acontecimentos recentes em Kiev como um golpe de Estado anticonstitucional, que levou a Ucrânia ao caos - declarou o presidente da Rússia Vladimir Putin em encontro com jornalistas na terça-feira (4 de março).

Ele se pronunciou detalhadamente sobre o papel de países estrangeiros e dos extremistas locais nos acontecimentos dramáticos na Ucrânia, a legitimidade do novo poder e o desenvolvimento ulterior das relações com a parte ucraniana.
O encontro do presidente com jornalistas russos e estrangeiros decorreu de forma incomum: sem o tradicional discurso de introdução. Desde o início a comunicação com a imprensa decorreu em regime de "pergunta-resposta".
Comentando os acontecimentos de fevereiro na Ucrânia, Vladimir Putin qualificou-os de tomada do poder pelas armas. O presidente em vigor, Viktor Yanukovich, disse, entregou o poder à oposição. O chefe de Estado russo expressou perplexidade com os objetivos que os organizadores do golpe de Estado perseguiam. Segundo ele, Yanukovich não tinha chances de ser reeleito para o cargo de chefe de Estado e, por isso, a oposição não tinha quaisquer motivo para dar passos anticonstitucionais a fim de afastá-lo.
Ao mesmo tempo, parece que Vladimir Putin não partilha da posição do presidente da Ucrânia.
"Uma pessoa que exerce tais funções, que tem em seus ombros deveres de chefe de Estado, tem também direitos. Mas o principal dever é cumprir a vontade das pessoas que lhe confiaram o país, mas no âmbito da lei. Deve-se analisar se ele fez tudo o que a lei e o mandato dos eleitores lhe colocaram nas mãos ou não."
Eis o que o líder russo disse sobre a legitimidade das atuais autoridades em Kiev:
"O parlamento é em parte legítimo. Os demais não. Com certeza que não se pode chamar de legítimo o presidente interino. Existe um presidente juridicamente legítimo - Viktor Yanukovich, apesar de ele não ter o poder real. Existem três modos legais de seu afastamento - morte, declaração pessoal de renúncia ao poder e impugnação. Isto é norma constitucional, um longo procedimento. E ele não foi realizado.
Talvez por isso inclusive foi tomada a decisão de dissolver o Tribunal Constitucional, o que não se insere absolutamente no âmbito legislativo da própria Ucrânia e também da Europa. Mais do que isto, foi dada ordem de instaurar processos penais contra os juízes. O que é isto? Não tem sentido."
Vladimir Putin declarou que a situação revolucionária na Ucrânia se formou durante anos em virtude do descontentamento de seus cidadãos com o poder, diferenciação da sociedade e corrupção colossal. Entretanto, o desejo de mudanças não significa absolutamente a necessidade de obtê-las com métodos ilegais, anticonstitucionais. Ao mesmo tempo Putin assinalou que compreende as pessoas na praça, que até agora exigem não uma reforma cosmética do poder, mas mudanças radicais.
No que se refere à introdução de tropas na Ucrânia - como se sabe, Viktor Yanukovich pediu à Rússia nestes dias ajuda para a defesa da liberdade, vida e saúde dos ucranianos - Vladimir Putin salientou que agora não há necessidade disto. Mas a possibilidade se mantém. É claro que em primeiro lugar para a defesa da população russófona desse país e também de todos os que não concordam com o novo regime. Sobretudo porque em Kiev e outras regiões - como se expressou Putin - até agora "vagueiam combatentes", continua o desenfreio dos neo-nazistas e antissemitas. Com isto ele expressou a certeza de que os militares russos e ucranianos, que têm muita coisa em comum, nunca irão lutar com armas, sendo o mais provável que se encontrem do mesmo lado das barricadas.
O presidente russo expressou-se de forma bastante concreta sobre as eleições do chefe de Estado e parlamento, marcadas para 25 de maio na Ucrânia. Vladimir Putin declarou que Moscou não reconhecerá seus resultados se elas decorrerem nas condições de terror. Mais do que isto, também agora Kiev não tem o direito de definir, em nome de todo o país, o seu futuro. as nomeações de novos dirigentes de regiões do país, inclusive de oligarcas com reputação duvidosa, também mostram a qualidade do novo poder. Putin qualificou um deles de "trapaceiro ímpar".
É claro que na conferência de imprensa falou-se também do destino de uma das regiões-chave da Ucrânia - a Crimeia - no contexto do surgimento de um novo poder regional e da onda de ânimos pró-russos dos habitantes da península. Eis o que o presidente russo disse a esse respeito:
"Graças a Deus, lá não foram disparados tiros e não há vítimas, além da aglomeração de gente na praça, que ocorreu há uma semana. A pessoas chegaram, bloquearam as unidades das forças armadas e exortaram a submeter-se à vontade dos habitantes da Crimeia. Desse modo, a situação tensa na região, relacionada com a possibilidade de emprego das forças armadas, foi neutralizada. A única coisa foi que nós fortalecemos a guarda de nossas instalações militares, porque elas recebiam ameaças o tempo todo e nós vimos que combatentes das organizações nacionalistas se concentram na Crimeia. Nós fizemos isto corretamente e a tempo."
O presidente assinalou que somente o povo da Crimeia tem o direito de decidir seu destino. Não atrapalharia um referendo em toda a Ucrânia - disse ele. Vladimir Putin também declarou que as forças de autodefesa da península, sobre as quais, nos últimos dias a imprensa mundial tem escrito, qualificando-as de forças especiais russas, não têm qualquer relação com as Forças Armadas da Federação Russa. Ele também desmentiu os boatos de que as manobras, concluídas em 4 de março, tenham estado relacionadas com os acontecimentos na Ucrânia e na Crimeia. Mas a Rússia prestará sem dúvida nenhuma ajuda material à península. Segundo Vladimir Putin, em Moscou "foi aprovada uma resolução de organizar o trabalho das regiões para prestar ajuda à Crimeia, que pediu apoio humanitário". Sua forma e envergadura deverão ser definidas pelo governo, que agora está tratando disso.
O presidente da Rússia comentou também a informação sobre possíveis sanções de parte do Ocidente contra a Rússia por motivo dos acontecimentos na Ucrânia. O prejuízo causado por elas será recíproco, segundo Putin. Mais do que isto, se a posição de Moscou em relação à mudança ilegal do poder em Kiev é extremamente compreensível, os motivos dos parceiros ocidentais da Rússia continuam a ser um mistério - considera o chefe de estado:
"Eles apoiaram o golpe de Estado anticonstitucional e a tomada do poder pelas armas. Declararam legítimas essas pessoas. Mas nós, também neste caso, estamos cheios de paciência e até mesmo dispostos à cooperação. Eu encarreguei o governo de elaborar uma forma de contato com as pessoas em Kiev, que não consideramos perfeitamente legítimas, com o objetivo de preservar a interação na esfera da economia e indústria. Considero tais ações fundamentadas, e quaisquer ameaças a Moscou são contraproducentes e nocivas."
O presidente também assinalou que a Rússia está disposta a realizar a cúpula do G8 neste verão em Sochi. Aliás, se seus parceiros se recusarem a participar no fórum (tais informações se tornam cada vez mais frequentes) não acontecerá nada de terrível. Eis como o presidente avaliou a intenção de algumas "cabeças quentes" de bloquear ou no mínimo ignorar a Paralimpíada que se realizará em Sochi:
"É o máximo de cinismo pôr em perigo os Jogos Paralímpicos em Sochi. É um fórum esportivo internacional, no qual pessoas com possibilidades limitadas podem se revelar, provar a si próprias e ao mundo inteiro que são pessoas sem qualquer limitações, ao contrário, têm possibilidades ilimitadas. Se alguém tentar frustrar os Jogos, isto significa apenas uma coisa - que não existe nada sagrado para as pessoas que fizerem tais tentativas."
Vladimir Putin também declarou que a situação na Ucrânia está melhorando gradualmente, mas que os habitantes do Sudeste do país devem se sentir em segurança. Ele assinalou que Moscou está disposta a examinar a possibilidade de destinar novas tranches de ajuda financeira à Ucrânia, mas que os parceiros ocidentais pedem para não o fazer por enquanto.
No que se refere aos descontos no gás russo importado por Kiev, que deixarão de vigorar já em abril, o presidente explicou que são causas estritamente econômicas. No contrato de fornecimento da matéria-prima consta que o preço pode ser revisto trimestralmente.
Por força do aumento da dívida da Ucrânia pelos fornecimentos de combustível, a Gazprom tem o direito de cancelar o desconto em vigor até à mudança da situação. A empresa se limitou a usar este direito, disse.

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