segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

PEDOFILIA - 20% DAS CRIANÇAS EUROPÉIAS SOFRERAM ABUSOS SEXUAIS PELOS PADRES


--OS ALEMÃES ESTÃO TIRANDO SEUS FILHOS DAS ESCOLAS DE RELIGIOSOS--
Na Europa
A cada 100 crianças, 20 já sofreram abusos sexuais
Segundo dados do Conselho de Segurança da Europa, divulgados nesta semana, uma em cada cinco crianças já sofreram abusos sexuais

A própria subsecretária geral da organização, Maud de Boer-Buquicchio, admite que "o número é assustador" (Agência EFE, 9/11/2010).

O interessante é que os dados aparecem um dia depois de o Vaticano anunciar que o papa Bento XVI vai reunir cardeais do mundo todo em Roma na próxima semana para discutir escândalos sexuais envolvendo membros da Igreja Católica.
Estima-se que grande parte destas crianças tenha sofrido abusos por parte de clérigos.
Durante o ano foram inúmeras as denúncias de pedofilia contra os padres da igreja católica. Só na Irlanda, entre as décadas de 30 e 90, os padres são responsabilizados por mais de 12 mil casos de pedofilia, que teriam ocorrido em 250 instituições da Igreja Católica, entre escolas, reformatórios, orfanatos e abrigos.
Nos Estados Unidos, cerca de 4 % dos padres já sofreram alguma acusação de abuso sexual. Em geral, a política da igreja, é não tomar nenhuma medida contra os padres e apenas transferi-los de local para abafar os casos. “Em maio de 2001 o então Cardeal Joseph Ratzinger (na ocasião 

Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé e atual Papa Bento XVI) enviou uma carta a todos os bispos católicos em que indicava expressamente que as investigações de atos de abusos sobre menores dentro da Igreja deveriam ser mantidas em segredo e os membros da Igreja responsáveis por essas investigações não deveriam transmitir informações às autoridades oficiais. As vítimas, no entanto, não estavam abrangidas por essa ordem” (Guardian.co.uk, 17/8/2010).
Os bispos que não seguissem a ordem poderiam ser expulsos da Igreja. Os bispos são instruídos a tratar estes casos "da forma mais secreta, retido por um silêncio perpétuo, e todos devem observar o mais rigoroso segredo, que é geralmente considerado como um segredo do Santo Ofício, sob pena de excomunhão " (idem).
O texto comprova a tentativa criminosa da Igreja Católica em abafar os casos de pedofilia, que são um escândalo internacional. Inclusive com ameaça contra os clérigos que não mantivessem segredo. Na época, o documento enviado pelo atual papa Ratzinger a todos os bispos do mundo, tinha o selo do papa João Paulo XXIII.
O próprio irmão de Ratzinger, Georg Ratzinger, é acusado na Alemanha de pedofilia quando dirigiu, durante 30 anos, o coro de pequenos cantores de Ratisbonne (Jornal de Notícias, 13/3/2010).
Muitas das vítimas foram silenciadas através de acordos financeiros que atingiram centenas de bilhões de dólares.

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