O novo convênio russo-vietnamita, conforme anunciou o secretário de imprensa da Presidência Dmitri Peskov, irá abranger diversos aspetos tecnológicos, inclusive um vasto leque de equipamentos militares destinados à exportação.
É evidente que o Vietnã deseja desenvolver a sua indústria militar. O país conta com 90 milhões de habitantes, tendo o PIB, segundo estimativas do FMI para o ano em curso, sido de 170 bilhões de dólares. Em 2012, o orçamento militar vietnamita se fixou em 3,33 bilhões para um Exército de 480000 efetivos. De notar que as Forças Armadas do Vietnã têm usado muitas armas de fabrico soviético, recebidas ainda no período de guerra fria. Se o orçamento militar continuar aumentando, o Exército terá de comprar novos equipamentos. Deste modo, os investimentos na criação de novas capacidades produtivas serão mais do que justificadas. Tais projetos irão favorecer um crescimento do potencial industrial do país.
 Os primeiros passos nessa vertente já foram dados. No Vietnã serão construídos 10 das 12 lanchasMolnia, compradas à Rússia. O mesmo se refere aos equipamentos adjacentes. Pode-se supor ainda que o Vietnã se manifeste interessado em alargar a nomenclatura da produção do material mais simples para as Tropas Terrestres, podendo produzir alguns tipos de armas para a Força Aérea e a Marinha. Além disso, surgiu a necessidade de substituir e modernizar o parque de carros de combate e de viaturas blindadas.
Presentemente, a dinâmica de modernização militar do Vietnã se determina pelos mesmos fatores que a modernização militar da China. O país vai se desenvolvendo a ritmos acelerados, devendo recuperar o tempo perdido e proceder à modernização técnica das Forças Armadas em consonância com suas novas potencialidades econômicas e financeiras.