“Realizámos uma série de investigações e encontrámos grande quantidade de chumbo e polônio nos ossos de Arafat. Não é possível ter um alto nível destas substâncias no organismo sem uma intervenção externa. Nós estudámos todas as possíveis causas mas fomos obrigados a abandoná-las”, disse François Bochud.
“Comparámos duas situações: num caso, haveria o envenenamento com chumbo, noutro não. Verificou-se que, partindo da versão de envenenamento, os resultados eram mais lógicos.
A dose de polônio que foi encontrada no corpo de Arafat não tem origem natural, tal quantidade desta substância simplesmente não existe na Natureza.
É verdade que não podemos provar o fato de envenenamento com 100% de certeza. Com as amostras que tínhamos não era fácil trabalhar. Para além disso, já passaram 8 anos desde o momento da morte. Tudo isto complicava a tarefa. Mesmo assim, não temos outras explicações a não ser a de envenenamento.
A alta concentração de chumbo nos ossos também levanta muitas questões. Este aspeto é muito importante. Nós adquirimos polônio artificial e encontrámos nele partículas de chumbo, o que também confirma a versão de envenenamento. Realizámos os mais diversos testes e estudamos todas as versões. O nosso relatório, realizado ao longo de 9 meses, já foi entregue. É pouco provável que possamos encontrar algo de novo.
Para além disso, um laboratório francês e outro russo também fizeram análises. É sempre bom haver várias opiniões, embora a verdade raramente esteja do lado da maioria. Pode acontecer que só um é que esteja certo e que os outros se enganem.
Julgo que os especialistas russos também encontraram uma alta concentração de chumbo e polônio. Agora há que ver as conclusões deles, possivelmente eles explicarão os fatos de outra maneira. Nós tentámos encontrar outras explicações, mas não conseguimos. A que temos é esta”.

As opiniões expressas são de responsabilidade do entrevistado
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