quarta-feira, 6 de novembro de 2013

EUA - FBI PRENDE "RABINOS JUDEUS" POR TORTURA

Rabinos torturam homens judeus para que eles aceitem divórcio

  • Prática foi descoberta por uma investigação do FBI nos Estados Unidos
  • Nas comunidades judaicas ortodoxas, o divórcio é concedido apenas se o marido autoriza a esposa com um documento conhecido como ‘get’
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Agentes do FBI retiram provas da casa do rabino Mendel Epstein, na noite de terça-feira
Foto: John Minchillo / AP

Agentes do FBI retiram provas da casa do rabino Mendel Epstein, na noite de terça-feira John Minchillo / AP
NOVA YORK — Dois rabinos têm oferecido um serviço incomum para as mulheres judias que não conseguiram que seus maridos concordem com o divórcio: por uma taxa, eles subornam um tribunal rabínico para aceitar a separação e fazem uso de violência contra o homem que não quer aceitar o divórcio. A prática foi descoberta por uma investigação do FBI. De acordo com documentos do Tribunal Distrital Federal em Newark, a dupla contratava dois homens conhecidos como Ariel e Yaakov para sequestrar o marido e torturá-lo, até que ele se comprometesse a se divorciar.
Os dois homens que as autoridades descrevem como rabinos - Martin Wolmark e Mendel Epstein -, bem como um terceiro suspeito, Ariel Potash, foram acusados ​​de conspiração para sequestro, segundo os documentos. Na noite de terça e quarta-feira, agentes do FBI realizaram buscas na casa dos suspeitos, no Brooklyn e Monsey, em Nova York, e no condado de Rockland.
Nas comunidades judaicas ortodoxas, o divórcio é concedido apenas se o marido autoriza a esposa com um documento conhecido como get. E os obstáculos enfrentados para obter o documento são comuns. As mulheres podem até processar seus maridos em um tribunal rabínico para tentar garantir um, mas alguns deles não cumprem o decreto. Segundo as investigações do FBI, é nessa hora que os rabinos entravam em ação.
- Você precisa de rabinos especiais para levar a coisa toda até o fim - disse Wolmark em uma conversa telefônica com uma agente do FBI que se passava por uma mulher judia.
Durante a ligação, feita no dia 7 de agosto, o rabino Wolmark se referiu a Epstein, que ele descreveu como um “mercenário que poderia ajudar”. A taxa cobrada foi elevada, de acordo com os documentos judiciais: US$ 10 mil para pagar o tribunal rabínico para aprovar o sequestro e um adicional de US$ 50 mil ou mais para realmente realizar o sequestro.
- Basicamente o que vamos fazer é sequestrá-lo por algumas horas e torturá-lo até conseguir o que queremos - explicou o rabino Epstein, de acordo com os documentos judiciais.
Ele também mencionou dois “caras durões” que fariam o serviço e técnicas de tortura que não deixavam nenhuma marca física no corpo - caso o marido fosse à delegacia prestar queixa.


em http://oglobo.globo.com/mundo/rabinos-torturam-homens-judeus-para-que-eles-aceitem-divorcio-10326572#ixzz2jrSXVtcR 
 

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