"Durante nossa Assembleia Geral em Denver, ficamos cientes das pressões exercidas por governos contra os cidadãos para que façam - ou aceitem - uma falsa escolha entre liberdade de expressão e segurança nacional", expressou o presidente da comissão de liberdade de imprensa e informação da SIP, Claudio Paolillo, em um comunicado para a imprensa divulgado nesta terça-feira em Miami.
Greenwald, jornalista americano que mora no Brasil, pediu demissão há duas semanas do jornal britânico The Guardian, onde em junho publicou as primeiras revelações do ex-consultor da Agência Nacional de Segurança (NSA) Edward Snowden, foragido da justiça norte-americana, que o acusa de espionagem, e que se asila temporariamente na Rússia.
Em agosto, o governo britânico deteve o companheiro de Greenwald, o brasileiro David Miranda, no aeroporto de Londres, e apreendeu material jornalístico que ele transportava em direção ao Brasil. As autoridades britânicas não esclareceram se Greenwald e Miranda estão sob investigação criminal pela revelação dos detalhes sobre o programa de vigilância governamental.
"Em nossa opinião, o trabalho jornalístico de Greenwald provocou preocupação justificada entre líderes de governos e cidadãos", indicou Paolillo. "Apoiamos Greenwald e seus colegas jornalistas para que exerçam sua atividade profissional sem perseguição ou intimidação do governo".