quinta-feira, 1 de novembro de 2012

EURO – A ARAPUCA DO MILÊNIO



EURO – A ARAPUCA DO MILÊNIO

Não sei se é proposital ou não, mas o ilustre correspondente da “carta maior”, omite e até compactua com o que chamam de “CRISE”, na realidade o que existe é uma “ARAPUCA”,  maquiavélicamente planejada e executada pelos “JUDEUS SIONISTAS”, onde os países para ingressar na “ZONA DO EURO”, tinham que ceder suas ESTATAIS, diga-se de passagem, aos “JUDEUS SIONISTAS”, do contrário não eram aceitos. Ora as ESTATAIS eram suas únicas fontes de renda, e tiveram que “PRIVATIZAR” seus bancos nacionais também, os governantes destes países caíram na “ARAPUCA”, por dolo ou por ignorância, a bem da verdade é que ficaram sem renda, a esperança era que iriam receber impostos para suprirem suas necessidades, aí descobriram o óbvio, pois as ESTATAIS privatizadas  não pagam impostos, isto é feito através de MUTRETAS CONTÁBEIS, onde passaram a contabilizar a distribuição de dividendos sobre os lucros, como se fossem despesas, exemplo presente foi a Telefônica do Perú flagrada numa sonegação fiscal de 1 BILHÃO DE EUROS, ora, aí não há impostos a recolher, e os bancos JUDEUS SIONISTAS, passaram a ofertar dinheiro fácil aos governos, estes sem opção começaram a se endividar, e como se paga se não há renda? O melhor da estória é isso aí, passaram a privatizar os serviços essenciais, água, energia e escolas, com isso os ESTADOS perderam sua SOBERANIA, como é o caso dos gregos, que estão a perder suas ilhas também, fora a parte desta TRAGÉDIA GREGA, o resto dos países estão com um desemprego que atinge 1\4 da população,, só sobrou PRIVATIZAR o recolhimento de impostos, mas não mais, isso já esta em andamento na ESPANHA em breve. País sem ESTATAL, país sem SOBERANIA. Os presidentes passarão a ser apenas GERENTES, logicamente comandados por ISRAEL que é a PÁTRIA DO SIONISMO.   

A visão poética sobre a "crise européia" do Flávio Aguiar - Berlim

Europa: uma ou duas décadas perdidas? 

O euro entrou em circulação há dez anos atrás, em 1 de janeiro de 2002, embora já fosse uma “moeda escriturária”, isto é, contábil, desde 1999. A princípio saudado como o resultado de um grande acordo político-financeiro e como o vetor de uma nova era de prosperidade para os países que o adotaram, aos poucos a nova moeda tornou-se a tela visível – a ponta do iceberg, em termos mais antigos – de uma profunda crise político-financeira no continente. O artigo é de Flávio Aguiar, direto de Berlim.
Flávio Aguiar - Berlim
Berlim - Às vésperas de mais uma cúpula da União Européia, que começa em Bruxelas nesta quinta-feira, vários comentários e comentaristas começam a falar de uma “década perdida” no continente europeu. A referência é a crise do euro – a moeda única de mais da metade dos países da UE.

O euro entrou em circulação há dez anos atrás, em 1 de janeiro de 2002, embora já fosse uma “moeda escriturária”, isto é, contábil, desde 1999. A princípio saudado como o resultado de um grande acordo político-financeiro e como o vetor de uma nova era de prosperidade para os países que o adotaram, aos poucos a nova moeda tornou-se a tela visível – a ponta do iceberg, em termos mais antigos – de uma profunda crise político-financeira no continente e o vetor de uma série de confrontos de fundo que evidenciam a construção de uma enorme desigualdade.

Essa passagem da imagem da panacéia para a imagem de uma crise se espelha na pauta real que se delineia para esta cúpula que ora se inicia. A pauta formal envolverá discussões sobre a Grécia e a Espanha, sobre a tangibilidade do fundo de emergência para se contrapor à crise financeira e outros pontos de acerto ou desacerto. A favor do encaminhamento desta pauta existe o apoio nada desprezível de que a UE ganhou o prêmio Nobel da Paz deste ano. De fato, este é um feito para um continente que há séculos via, pelo menos, uma grande guerra eclodir a cada duas gerações.

Entretanto, nos bastidores desta pauta há outra, a pauta real, das oposições e confrontos. Por exemplo: Norte x Sul, Endividados x Credores, “Austeros” x “Perdulários”, e assim por diante. De um lado, os “desenvolvimentistas”, capitaneados por François Hollande; do outro, os “austeros monetaristas”, liderados pela implacável Angela Merkel.

Ainda nos bastidores dos bastidores – já nos camarins do subsolo – outra guerra desponta: aquela entre Mario Draghi e o Banco Central Europeu, e Jens Weidmann e o Banco Central Alemão. Draghi continua insistindo nas sua proposta de comprar “bonds” diretamente dos países endividados, forçando os juros a baixarem; Weidmann, derrotado no Conselho do BCE, continua insistindo na tese de que isso transborda o escopo do BCE, que seria unicamente manter a estabilidade da moeda e dos preços, e passa a ser uma política fiscal, “politizando” indevidamente a sua ação. Não sei Weidmann pessoalmente o deseja, mas partidários de sua tese parecem dispostos até a levar o caso aos tribunais europeus, questionando legalmente a proposta de Draghi.

Se olharmos do ponto de vista conservador e ortodoxo, de fato, a primeira década do euro pafrece ser uma década perdida. Ou seja, os países do “Sul” da Europa perderam o tempo e a oportunidade de introduzirem as necessárias reformas no seu mercado de trabalho e nos investimentos públicos, levando o continente à presente crise de insolvência de vários de seus estados.

Mas se olharmos do ponto de vista de uma economia voltada para o social, as décadas perdidas serão duas. Na passada, a UE e a zona do euro em particular perderam a oportunidade de traçar regras claras para seu setor financeiro, cuja desordenação, combinada com políticas de natureza neo-liberal aceitas quase hegemonicamente como “salutares”, levou à atual situação de crise da dívida dos estados e crise do crédito das instituições bancárias, as primeiras e as segundas prisioneiras dos mesmos empréstimos recebidos e concedidos.

Na década vindoura, os planos de austeridade, brandidos como nova foice sobre o continente, ceifarão as possibilidades de recuperação, aprofundando a crise e correndo o risco de transformá-la numa crise política de grandes proporções, comn a possibilidade da consolidação de propostas de extrema-direita e inviabilizando o sonho europeu de união com prosperidade.

Fica a escolha, ao gosto da leitora ou do leitor: uma ou duas décadas perdidas.

(*) Flávio Aguiar é correspondente internacional da Carta Maior em Berlim.

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