quinta-feira, 5 de abril de 2012

RÚSSIA – EXÉRCITO SÍRIO NÃO SERÁ DERROTADO


SÍRIA –EXÉRCITO NÃO SERÁ DERROTADO, ADVERTE RÚSSIA
Oposição síria não derrotará o Exército, adverte Rússia
Chanceler fala em 'banho de sangue contínuo' caso opositores sejam armados
"É claro como a água: mesmo que armem a oposição até os dentes, eles não derrotarão o Exército sírio", disse Serguei Lavrov (Karen Minasyan / AFP)
A oposição síria não derrotará as forças do ditador Bashar Assad, mesmo que esteja armada "até os dentes", advertiu nesta quarta-feira o ministro russo das Relações Exteriores, Serguei Lavrov. O ministro também criticou a conferência "Amigos da Síria", que aconteceu no domingo na Turquia, e afirmou que os aliados árabes e ocidentais da oposição síria buscam impedir qualquer negociação com o regime.
Entenda o caso



  1. • Na onda da Primavera Árabe, que teve início na Tunísia, sírios saíram às ruas em 15 de março para protestar contra o regime de Bashar Assad, no poder há 11 anos.
  2. • Desde então, os rebeldes sofrem violenta repressão pelas forças de segurança, que já mataram mais de 9.400 pessoas no país.
  3. • A ONU alerta que a situação humanitária é crítica e investiga denúncias de crimes contra a humanidade por parte do regime.

"É claro como a água: mesmo que armem a oposição até os dentes, eles não derrotarão o Exército sírio", disse o chefe da diplomacia russa durante uma visita a Baku, no Azerbaijão. Lavrov também afirmou que, caso a comunidade internacional envie armas para a oposição, "ocorrerá um banho de sangue durante anos, uma destruição mútua". 
No domingo, os países do Golfo se comprometeram a pagar os salários dos membros do Exército Sírio Livre, formado por soldados desertores.
A Rússia é uma aliada da Síria desde a época soviética, mas havia se mostrado impaciente com o regime de Damasco, ao qual pediu a aceitação imediata da demanda do Comitê Internacional da Cruz Vermelha de instaurar uma trégua diária. Também criticou Assad pelo grande atraso na aplicação de reformas. Contudo, Moscou insistiu que a oposição síria e seus apoios tomem parte na responsabilidade do conflito.
(Com agência France-Presse)

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