segunda-feira, 12 de março de 2012

MORALES–FALA NA ONU JOGA FUTSAL E GANHA DA ÁUSTRIA

MORALES – DISCURSA NA ONU JOGA FUTSAL E GANHA
Após discursos na ONU, Evo Morales joga futsal em Viena
12 de março de 2012 • 21h34 • atualizado às 21h46
Evo Morales prepara finalização durante partida de futsal em Viena
 

Um jogo de futsal foi a forma que o presidente da Bolívia, Evo Morales, escolheu para relaxar nesta segunda-feira após um dia de intensas atividades no prédio da ONU em Viena, onde defendeu a tradição de seu país de mascar folha de coca.

Se desde o início da manhã Morales se viu atarefado com o plenário da Comissão de Entorpecentes da ONU, entrevistas à imprensa e conferências com estudantes e diplomatas, o líder latino-americano trocou os discursos pela quadra de futsal na tarde desta segunda-feira.

Junto aos membros de sua equipe de segurança, Morales disputou uma "pelada" contra um time local liderado nada menos que por Johann "Hans" Krankl, estrela do futebol austríaco e lenda do Barcelona no final dos anos 1970.

Sem protocolos envolvidos, em uma modesta quadra de futsal e com a arquibancada empolgada por bolivianos residentes na Áustria, o ex-sindicalista do setor cocaleiro foi capaz de aguentar 90 minutos de jogo sem sair de quadra.

"Estamos um pouco velhos, mas só um pouco", brincou Krankl com Morales antes da partida.
Morales, que não disse o segredo de sua resistência física, reconheceu que ainda tem energia e se disse muito contente com a vitória de 10 a 7 dos bolivianos contra o time austríaco, para satisfação da torcida sul-americana nas arquibancadas.

Embora o presidente não tenha se mostrado um prodígio de técnica e seus chutes quase não tenham criado ameaça ao goleiro austríaco, ele tanto insistiu em seus ataques que conseguiu marcar um gol e deu assistência para outro.

"Não posso me igualar a nosso Krankl - apesar da idade, um excelente atleta", disse o presidente boliviano, elogiando o ex-craque austríaco, de quem recebeu uma bola autografada após a partida.

Mas se o time de Morales ganhou o jogo, muito se deve às dezenas de bolivianos que tanto torceram e vibraram com a equipe sul-americana na "pelada", além de uma banda que tocava freneticamente músicas tradicionais da Bolívia com tambores e bumbos.

O presidente boliviano se dirigiu em seguida diretamente ao aeroporto para voar de volta a La Paz.

Sua presença em Viena foi para discursar na sessão inaugural da Comissão de Entorpecentes da ONU, onde pediu que a folha de coca seja descriminalizada para corrigir o que ele chamou de "erro histórico", já que a planta em si não é prejudicial à saúde, embora seja usada para a produção de cocaína.

"Nós, produtores da folha de coca, não somos narcotraficantes, os consumidores não somos viciados", insistiu Morales, que manifestou o compromisso de seu país na luta contra o narcotráfico, apesar da escassez de meios técnicos e econômicos para esta atividade, segundo ele mesmo reconheceu.

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