domingo, 12 de dezembro de 2010

BOLSAS \ ACÕES - PERIGO À VISTA, CUIDEM-SE

O PERIGOSO NEGÓCIO DE AÇÕES NO MERCADO FINANCEIRO, FORA RISCO EM SÍ, QUE O MERCADO PROPORCIONA NO SOBE E DESCE, E DESCE MAIS QUE SOBE, EM 2008 A CRISE ANULOU OS GANHOS DE UMA DÉCADA INTEIRA, NO MERCADO EXISTE ARAPUCAS OUTRAS, COM NOME E SOBRENOME, DO JUDEU AMERICANO, BERNARD MADOFF, UM DOS FUNDADORES DA BOLSA AMERICANA “NASDAQ” (76 BILHÕES DE DÓLARES) DE PREJUIZO AOS INCAUTOS, A MAIOR QUEBRA DA HISTÓRIA APLICADA POR UMA ÚNICA PESSOA, QUE A IMPRENSA ESTRANGEIRA REGISTROU O SUICÍDIO DE SEU FILHO MARK MADOFF NESTA SEMANA, AO “MADOFF MINEIRO”, THALES EMANUELLE MAIOLINE, QUE SE ENTREGOU À POLÍCIA DE MINAS, DEPOIS DE TER FUGIDO PARA A BOLÍVIA E VOLTAR, REGITROU-SE UM PREJUIZO DE 90 MILHÕES DE REAIS A 2 MIL INVESTIDORES EM 14 CIDADES MINEIRAS. HÁ UMA SEMELHANÇA DE AGIR EM AMBOS OS CASOS, “A PIRÂMIDE”.

CONFIRA REPORTAGEM ABAIXO:

Suspeito de dar golpe milionário em investidores de Minas Gerais se entrega à polícia
12/12 às 17h13 CBN, O Globo, G1 MG

SÃO PAULO - Suspeito de ter dado um golpe milionário em pelo menos 2 mil pessoas de 14 cidades mineiras, o consultor financeiro Thales Emanuelle Maioline, de 34 anos, se entregou à polícia na tarde deste domingo, em Belo Horizonte. O suspeito se apresentou espontaneamente à Seccional Noroeste, no bairro Alípio de Melo, acompanhado de seu advogado, que negociou a rendição. Maioline teve a prisão temporária decretada em agosto deste ano, suspeito de dar um prejuízo de quase R$ 90 milhões aos investidores de sua empresa, a Firv Consultoria e Administração de Recursos Financeiros, com sede em Belo Horizonte.
Maioline estava sumido desde julho e, segundo seus advogados, decidiu se entregar depois de saber que sua irmã e seu sócio, responsáveis por gerir a empresa, estavam sendo ameaçados de morte. Maioline disse, segundo o advogado, que a responsabilidade pelo prejuízo é só dele.
Segundo uma entrevista dada por ele ao jornal Estado de Minas, Maioline tinha se escondido na Bolívia. A última vez que foi visto, ele estava em São Paulo. Maioline teria vindo à capital paulista buscar cerca de R$ 20 milhões de um investidor. Como os negócios já estavam indo mal, Maioline decidiu fugir.
O consultor prometia retornos de 6% ao mês, mais 30% a cada seis meses com aplicações em fundos de ações. A polícia diz que tratava-se de um esquema de pirâmide financeira,onde os recursos dos investidores mais novos são usados para pagar os aplicadores que resgatam seu dinheiro. O esquema se assemelha ao do operador Bernard Madoff, que foi preso nos Estados Unidos, acusado de montar um esquema bilionário de pirâmide financeira, que deixou milhares de investidores no prejuízo. Por isso, Maioline está sendo chamado de 'Madoff mineiro'.
Segundo o advogado Ronaldo Braga, que representa ao menos 20 investidores, entre eles funcionários da Firv, as vítimas começaram a desconfiar do golpe após o pedido de resgate de um dos investidores, na ordem de R$ 3 milhões.
- Ele (o investidor) tentou resgatar esse dinheiro e Maioline ficou criando obstáculos - diz Braga.
Segundo o advogado, há entre os investidores gente que vendeu bens e largou o emprego para receber os rendimentos prometidos. Entre os investidores também há empresários.
Depois que ficaram sabendo do sumiço do consultor, muitos investidores entraram em desespero. Para a polícia, o dinheiro pode ter sido desviado para contas em paraísos fiscais.
Segundo a polícia, antes de desaparecer, Maioline deixou uma procuração com a irmã Ianny Maioline, além de um funcionário da Firv. A irmã registrou o desaparecimento de Maioline na polícia e disse que não sabia que o dinheiro havia sumido. Ela também teria investido dinheiro através da empresa do irmão.
Em Itabarito, onde a empresa possuía um escritório, o rombo foi grande. Segundo uma investidora, que perdeu aproximadamente R$ 100 mil, um representante do escritório local foi até ela oferecendo investimento na bolsa de valores.
- Eles falavam que compravam ações da Vale, da Petrobras e do Bradesco, e o rendimento era muito atrativo - disse a mulher, que não quis se identificar.
Outro morador de Itabirito informou que muita gente na cidade havia investido dinheiro com o consultor. Segundo ele, empresários e autoridades foram lesados.
Um funcionário da Firv contou que os trabalhadores da empresa, em Belo Horizonte, notaram algo estranho durante a semana que o homem desapareceu. Maioline disse que iria a São Paulo para uma suposta reunião de trabalho. Estava muito nervoso, e normalmente era calmo, disse o trabalhador. Ele sumiu ser dar notícias até mesmo para a família, a mulher e os filhos.
No último dia 26 de junho, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), órgão que fiscaliza as operações no mercado financeiro, emitiu um comunicado informando que a Firv não tinha autorização para fazer esse tipo de investimento.

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