terça-feira, 26 de outubro de 2010

SERRA - Escândalo no esquema do metrô

Escândalo no esquema do metrô de Serra
As cartas marcadas de uma licitação de R$ 4 bilhões feita sob o comando de José Serra no governo de São Paulo
istoé

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Na quinta-feira 21, o governo de São Paulo anunciou oficialmente o resultado de uma licitação de R$ 4 bilhões para a realização de obras na linha 5 (lilás) do metrô. Uma reportagem publicada hoje pela “Folha de S. Paulo”, no entanto, comprova de forma irrefutável que a concorrência foi fraudada, feita com cartas marcadas, o que significa que os contratos podem estar superfaturados, caracterizando um bilionário esquema de desvio do dinheiro público.

A licitação foi aberta em outubro de 2008, quando José Serra era o governador de São Paulo. Nos dias 20 e 23 de abril deste ano, ainda com Serra no comando do Estado, a reportagem do jornal registrou em cartório e em vídeo, os nomes das empresas que seriam vitoriosas na disputa de R$ 4 bilhões. Na quinta-feira passada, quando o Metrô proclamou o resultado, veio a confirmação do que dissera o jornal seis meses antes.



Trata-se de um dos mais flagrantes escândalos da gestão tucana em São Paulo, que atinge os contratos de obras apontadas como cartões de visita da campanha eleitoral de Serra. O candidato, que tem o costume de se definir como um gestor competente e conhecedor das ações de seus auxiliares, apresenta o metro e o Rodoanel como exemplos que devem ser repetidos pelo resto do País.



No passado, em casos como esse, tanto o Ministério Público como a Polícia Federal conseguiram rastrear o dinheiro público usado para abastecer caixas dois de campanhas políticas.





A CRONOLOGIA DO ESCÂNDALO



Março de 2010
Metrô abre envelopes com propostas das empresas concorrentes à licitação da linha 5. Vencedores não são divulgados



20 a 23 de abril
A “Folha de S.Paulo” obtém os resultados da concorrência e registra os nomes dos vencedores em vídeo e em cartório



21 de outubro
O Metrô divulga os nomes das empresas vencedoras e o valor de mais de R$ 4 bilhões pelas licitações. Tudo bate com as informações obtidas pelo jornal seis meses antes

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