terça-feira, 27 de junho de 2017

TESOUREIRO DO PT ABSOLVIDO E SÉRGIO MOR(T)O DERROTADO - TRF4 absolve Vaccari de pena de 15 anos em uma das ações da Lava-Jato


TESOUREIRO DO PT ABSOLVIDO E SÉRGIO MOR(T)O DERROTADO - TRF4 absolve Vaccari de pena de 15 anos em uma das ações da Lava-Jato 

Vaccari: <p>Além das delações, os investigadores afirmam ter provas documentais de movimentações financeiras suspeitas de Vaccari e seus familiares.</p>

SÃO PAULO. A 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) absolveu o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto da condenação de lavagem de dinheiro no processo que envolve pagamentos feitos por meio de empresas de fachada de Adir Assad. Vaccari havia sido condenado a 15 anos e quatro meses de prisão pelo juiz Sergio Moro em novembro de 2015. Esta era a pena mais alta atribuida a Vaccari na Lava-Jato, mas não é a única.

O ex-tesoureiro do PT já foi condenado em mais quatro ações, com penas que variam de seis a 10 anos de prisão, que somam 31 anos de reclusão. A última delas, de seis anos de prisão, foi proferida nesta segunda-feira por Moro no processo que envolve pagamentos feitos pela Odebrecht ao marqueteiro do partido, João Santana.

O advogado Luiz Flávio D'Urso, que representa Vaccari, afirmou que a justiça foi realizada, uma vez que a acusação e a sentença de Moro tinham se baseado unicamente na palavra de delatores, sem que houvesse qualquer prova para corroborar as afirmações.

D'Urso lembrou que a lei 12.850 estabelece que ninguém pode ser condenado com base apenas em declarações de agentes colaboradores.

O advogado disse em nota que, felizmente, a lei foi aplicada de forma correta pelos desembargadores da segunda instância.

Metroviários e bancários aderem à greve de 30/06; saiba quem para

Greve Geral© Antonio Milena Greve Geral

Metroviários e bancários aderem à greve de 30/06; saiba quem para 
As centrais sindicais estão convocando os trabalhadores a aderir à greve de sexta-feira, dia 30/06. A mobilização é um protesto contra a reforma trabalhista e o governo Temer.
Diferentemente das paralisações de 15 de março e 28 de abril, a manifestação de 30/06 não está sendo chamada de greve geral pelas centrais, pois muitas categorias importantes não aderiram. Esse é o caso dos motoristas de ônibus e ferroviários da CPTM.
Entre as categorias que já confirmaram participação na greve de sexta em São Paulo estão os metroviários e os bancários. Os movimentos sociais Brasil Sem Medo e Frente Popular vão engrossar os protestos. O MTST também participará do dia de manifestações e luta.
Em São Paulo, os protestos começam cedo, às 4h30, no aeroporto de Cumbica, em Guarulhos. Às 16h, haverá um ato em frente ao Masp, na avenida Paulista, região central da cidade.
Em seu perfil no Facebook, o presidente da CUT, Vagner Freitas, convoca os trabalhadores a aderirem à greve mesmo que seu sindicato não pare. “Venha pra greve, convoque seu companheiro. […] Vá ao sindicato de outras centrais. Nós temos condição de barrar essas reformas.”
Veja abaixo a lista de categorias que confirmaram adesão à greve e paralisações marcadas:
Acre
– Bancários
– Sinteac
– Urbanitários
– Correios
– Adufac
– Sindacs
– Sinpospetro
– Sintest
– Auditores fiscais
– Vigilantes
Às 8h tem ato em frente ao Palácio Rio Branco
Alagoas
Bancários
Às 8h tem ato na Praça dos Martírios, centro de Maceió
Amapá
Às 8h tem ato na Praça da Bandeira, em Macapá.
Bahia
Às 6h30 tem manifestação no Iguatemi
Às 15h tem manifestação em Campo Grande, em Salvador
Ceará
– Transporte (Conlutas)
– Educação
– Comércio e Serviço
– Metalúrgicos
– Servidores Públicos
– Bancários
– Rurais (CUT) vão reforçar os atos
Às 9h tem concentração para o ato na Praça da Bandeira, em Fortaleza.
Distrito Federal
– Bancários
– Professores
– Correios
– Comércio
Serão realizados atos descentralizados em várias cidades do entorno
Espírito Santo
– Metalúrgicos
– Professores
– Construção civil
– Eletricitários,
– Comerciário,
Às 12h tem ato na Assembleia Legislativa, em Vitória.
Goiás
A concentração para o ato será a partir das 8h, na Praça Cívica, em Goiânia.
Minas Gerais
Às 9h, começa a concentração para o ato será na Praça da Estação, na avenida dos Andradas, em Belo Horizonte.
Às 9h tem ato também na Praça da Estação, em Juiz de Fora
Mato Grosso
– Bancários
– Educação
– Servidores Federais
– Rodoviários,
Às 15h, tem ato na Praça Ipiranga, centro de Cuiabá.
Pará
Às 11h tem ato na Praça da República, com caminhada para o bairro São Brás
Estão programadas também greves e atos em Marabá, Altamira, Santarém, Itaituba e Barcarena.
Pernambuco
Às 15h, tem ato Político-Cultural, Arraiá da Greve Geral, na Praça da Democracia, no Derby, em Recife.
Piauí
Às 8h tem inicio a concentração para o ato na Praça Rio Branco, em Teresina.
Rio de Janeiro
Às 17h tem ato na Candelária
Rio Grande do Norte
Às 15h tem ato em frente a Igreja do Alto de São Manoel, em Mossoró
Rondônia
Às 8h, tem concentração para o ato na Praça Três Caixas D’Água, em Porto Velho.
Roraima
– Professores da UFRR
Sergipe
– Rodoviáros
São Paulo
– Metroviários
– Bancários,
– Rodoviários da CUT no ABC
– Professores do ABC
– Professores de Osasco farão aula pública no calçadão
Também estão previstos protestos em Araraquara, Campinas, Ribeirão Preto
Tocantins
– Educação
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LULA - Se eu for condenado, é que não vale a pena ser inocente, diz Lula


Se eu for condenado, é que não vale a pena ser inocente, diz Lula 

O ex-presidente Lula faz discurso na praça Santos Andrade, que reúne militantes favoráveis a ele, no centro de Curitiba

Paulo Whitaker 

O ex-presidente Lula faz discurso na praça Santos Andrade, que reúne militantes favoráveis a ele, no centro de Curitiba


À espera da sentença do juiz Sergio Moro, no caso do tríplex do Guarujá, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse que prova a sua inocência “todo dia” e que está “esperando alguém que possa provar a minha culpabilidade”. 

“Se tiver uma decisão que não seja a minha inocência, quero dizer que não vale a pena ser inocente neste país”, afirmou em entrevista à rádio Itatiaia, de Minas Gerais, nesta terça-feira.

“Tudo o que eu fiz foi provar minha inocência. Eu fui a uma audiência, os procuradores estavam lá, tiveram chance de me mostrar alguma prova, eles não mostraram absolutamente nada. Fui eu que tive que provar minha inocência, quando eram eles quem deveriam provar minha culpabilidade”, disse.

“Se tiver uma decisão que não seja a minha inocência, quero dizer que não vale a pena ser inocente neste país”


Luiz Inácio Lula da Silva, ex-presidente da República

Ele disse que “todo brasileiro de juízo perfeito é favorável ao combate à corrupção”, mas voltou a criticar a força-tarefa da Operação Lava Jato, dizendo que há uma subordinação das investigações e das decisões judiciais à imprensa.
“Quando um juiz vai julgar, ele está pensando na opinião pública, quando um promotor vai acusar, ele está pensando na opinião pública, quando um delegado vai consolidar um inquérito, ele está pensando na opinião pública, quando deveriam estar pensando na denúncia. O que você não pode é ficar subordinado a uma manchete de jornal, porque aí você não está fazendo justiça, você está fazendo pirotecnia”, afirmou.
Sobre a ação do tríplex –  que o Ministério Público Federal dizer ser dele e fruto de propina da OAS por contratos na Petrobras, Lula disse que continua desafiando os procuradores a provar que o imóvel é dele. “Desafio o MP a provar que o apartamento é meu. Que tenha um documento, que tenha um centavo, que tenha um real, que tenha um documento em cartório. Continuo desafiando o MP a me apresentar uma prova”, disse.
Questionado se não sabia de todas as acusações de corrupção envolvendo a Petrobras durante o seu governo, ele disse que ninguém sabia. “Essas denúncias todas que estão aparecendo agora nem o MP sabia, nem o procurador sabia, nem a polícia sabia, nem a imprensa sabia. Só Deus e quem praticou o crime sabiam”, afirmou.

Temer

Sobre a denúncia contra o presidente Michel Temer (PMDB) por corrupção passiva feita pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ele disse que tudo precisa ser investigado. “Processo  contra o presidente ou contra qualquer ser humano  precisa ser investigado, saber se as denúncias são verídicas, se têm provas concretas. Se tiver prova concreta, o Temer, efetivamente, não tem condição de continuar na Presidência da República.

“Essas denúncias todas que estão aparecendo agora nem o MP sabia, nem o procurador sabia, nem a polícia sabia, nem a imprensa sabia. Só Deus e quem praticou o crime sabiam”

Luiz Inácio Lula da Silva, ex-presidente da República
Segundo ele, o presidente não pode achar que irá escapar da denúncia com o seu arquivamento na Câmara. “ É verdade que ele tem maioria no congresso, mas é verdade também que esta maioria está fragilizada tal é a grandeza da vontade da sociedade que o Temer deixe a Presidência da República.”
Ele defendeu que o presidente peça a antecipação as eleições. “A  sociedade precisa de alguém eleito democraticamente pelo voto, para que este alguém, tendo credibilidade com a sociedade, possa estabelecer as negociações necessárias para que o Brasil volte a crescer, gerar empregos, volte a distribuir renda e o povo volte a ter  um mínimo de tranquilidade no Brasil”, disse. “Eu defendo eleições diretas imediatamente.”
Questionado se, ao ver todas as acusações contra caciques do PMDB, não se arrepende de ter feito aliança com o partido nas eleições anteriores, ele disse que não. “Não me arrependo de ter feito aliança com o PMDB porque no momento em que fizemos as alianças era extremamente necessário e eu não tinha bola de cristal para saber que o Temer ia dar golpe na Dilma e ajudar a fazer o impeachment”, respondeu.

Eleições

Sobre a pesquisa Datafolhadivulgada na segunda-feira que o colocou como líder em todos os cenários de primeiro turno com taxas entre 29% e 30% das intenções de voto e o PT como o partido preferido dos eleitores, com 18% da preferência, ele disse que isso o ajuda a ter convicção de que, se for candidato, irá ganhar a eleição.

“O PT sozinho tem mais simpatia do povo brasileiro que todos os outros partidos juntos. Uma das coisas mais importantes é fazer com que o povo brasileiro volte à sua memoria sobre o que aconteceu na sua vida até 2014 e o que está acontecendo agora”, disse.  “Não tenham dúvida de que, se eu for candidato, eu terei a maioria dos votos do Brasil.”

De acordo com eles, aqueles que lutaram pelo impeachment de Dilma estão envergonhados com a situação atual do país. “Aqueles que foram para as ruas para derrubar Dilma dizendo que o Brasil ia melhorar agora estão com vergonha de aparecer, não colocam mais a camisa verde e amarela porque sabem que fizeram bobagem”, afirmou.


“Não tenham dúvida de que, se eu for candidato, eu terei a maioria dos votos do Brasil”


Luiz Inácio Lula da Silva, ex-presidente da República

Veja a íntegra da entrevista postada no Facebook de Lula:









EUA acusam Irã de comportamento 'perigoso' no estreito de Ormuz

Helicóptero CH-53

EUA acusam Irã de comportamento 'perigoso' no estreito de Ormuz

© Foto: US Marine Corps / Sgt. Christopher Q. Stone
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A Marinha dos EUA declarou que um navio iraniano apontou com laser para um helicóptero americano que estava escoltando navios estadunidenses no estreito de Ormuz, classificando tal comportamento como perigoso para a navegação, informa a agência AFP.


O incidente ocorreu no dia 13 de junho quando o grupo de navios americanos estava nas águas internacionais do estreito de Ormuz. Como declarou o representante da Marinha dos EUA, Bill Urban, um navio iraniano se aproximou dos navios americanos, mirando para um helicóptero dos EUA posteriormente.
"Depois [de se aproximar], o navio iraniano apontou um laser para nosso helicóptero CH-53E, que estava escoltando o grupo de navios", declarou o militar.
De acordo com ele, posteriormente, o navio iraniano iluminou mais um navio americano, chegando muito perto do navio dos EUA, mais precisamente a 800 metros.
Como foi escrito no comunicado da Marinha dos EUA, "iluminar helicópteros com lasers durante a noite é perigoso, pois cria ameaça para o veículo aéreo".

'Com Irã não se brinca': uma mensagem clara a Israel, EUA e Arábia Saudita

O ataque do Irã contra os terroristas na província síria de Deir ez-Zor

'Com Irã não se brinca': uma mensagem clara a Israel, EUA e Arábia Saudita

© AP Photo/ Morteza Fakhrinejad
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O ataque do Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica contra os terroristas na província síria de Deir ez-Zor é um aviso direto não apenas aos jihadistas, mas também a seus patrocinadores: Israel, EUA e Arábia Saudita, afirmou à Sputnik Persa Husein Sheijoleslam, conselheiro do ministro das Relações Exteriores do Irã.

"Está claro que é uma mensagem não apenas para os terroristas, mas também para seus patrocinadores: Israel, EUA e a monarquia governante da Arábia saudita, que, de facto, [através dos terroristas] realizaram uma série de massacres na região. O Irã, em qualquer caso, tem a liberdade de exibir seu poderio e levar a cabo um ataque em qualquer lugar onde os terroristas se escondam. É um aviso a todos aqueles que criaram e continuam criando o mal na região", assinalou Husein Sheijoleslam.

O diplomata iraniano advertiu que, caso seja necessário, o Irã está disposto a repetir o ataque com mísseis contra os jihadistas, coordenando-o com os países da coalizão (Síria, Líbano, Iraque, Rússia).
Outro interlocutor da Sputnik Persa, próximo ao Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica, Shemshadi Hasan, sublinhou que o ataque foi cuidadosamente coordenado e bem pensado.
"Isso demonstra a coerência e alto nível da inteligência. É um aviso aos terroristas: onde quer que estejam, localizá-los-emos", declarou Shemshadi Hasan.
Segundo o especialista, Deir ez-Zor é uma região onde os terroristas do Daesh (proibido na Rússia) se concentraram após terem sido derrotados em outras frentes. Assentaram nesta província com todas suas armas e equipamento, acrescentou.

Ao mesmo tempo, Shemshadi Hasan frisou que o ataque realizado pelo Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica é uma mensagem para todos aqueles que apelam ao conflito com o Irã.
"É uma mensagem para todos os ‘amigos' estrangeiros dos terroristas. Com o Irã não se brinca", sublinhou.
Shemshadi Hasan recordou que "depois da primeira viagem de Trump à Arábia saudita, foram firmados vários acordos de bilhões de dólares para o fornecimento de armas norte-americanas, e Riad declarou que se aproximaria das fronteiras do Irã para, supostamente, castigar o país por todas as coisas que fez na região".
"Mas este ataque é uma ligeira bofetada aos terroristas e, caso não parem suas ações destrutivas…vamos dar-lhes uma bofetada ainda mais forte", avisou.

De que é capaz o exército do Irã?

Exército iraniano, foto de arquivo

De que é capaz o exército do Irã?

© AP Photo/ Vahid Salemi
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Em um artigo para a National Interest, o especialista militar Kyle Mizokami destacou as razões que fazem com que as forças armadas iranianas sejam um poderoso inimigo para qualquer adversário.


Ao longo dos últimos milhares de anos, o Irã foi invadido e sofreu invasões. Como resultado, o país tem tradicionalmente numerosas tropas terrestres, tanto no próprio exército como, atualmente, no Corpo de elite da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC, nas siglas em inglês), destacou Mizokami.
"Como muitos Estados, [o Irã] tem dois exércitos: o exército nacional, leal ao próprio país, e o IRGC e a sua milícia Basij, leal ao Governo e ao espírito da revolução", escreve o colunista.
Ao contrário da maioria das nações com dois exércitos, o exército iraniano e o IRGC sofrem menos duplicação de funções e capacidades, em grande medida devido à revolução iraniana de 1979, que depôs a monarquia do xá e impôs um estado revolucionário teocrático.

Os novos governantes do Irã, que duvidam das instituições historicamente leais ao xá, permitiram que o exército sobrevivesse como organização, mas desenvolveram o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica como contrapeso. Enquanto que o exército protegeria as fronteiras do país e o defenderia contra ameaças externas, o IRGC defenderia o próprio status quo interno.
De acordo com dados do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais de Washington, do ano de 2013, a Força Terrestre Islâmica do Irã conta com 350.000 soldados no ativo.
Essas tropas são formadas por quatro divisões blindadas, duas divisões de infantaria mecanizada, quatro divisões de infantaria leve, seis grupos de artilharia, duas divisões de forças especiais, uma brigada aerotransportada, de três a quatro brigadas de comando, um número desconhecido de unidades de aviação e outras brigadas blindadas e de infantaria.
"As forças terrestres têm 1.663 tanques de combate, 725 veículos de reconhecimento e de combate de infantaria, 640 veículos blindados de transporte de pessoal, 2.322 obuses rebocados e autopropulsados e 1.476 lançadores de foguetes múltiplos", enumerou Mizokami.

Por sua parte, o IRGC também conta com numerosas tropas, mas, como se dedicam somente a proteger as autoridades do país, estão menos armadas do que o exército.
Mizokami salientou que a parte mais importante do IRGC, e, possivelmente, de todas as Forças Armadas iranianas, é a Força Quds. Composta por 15.000-30.000 dos melhores soldados do IRGC, a Força Quds normalmente opera junto a atores não estatais, como o Hezbollah, fornecendo treinamento, armas e apoio.
O especialista salientou, porém, que apesar de seu número considerável, as tropas iranianas ainda não têm armas modernas e de qualidade, apesar de já procurarem colmatar essa deficiência comprando armamento atual e desenvolvendo equipamentos bélicos próprios.
Além disso, a própria geografia do país, a sua população e seu tamanho o tornam resistente a qualquer invasão.
Em qualquer caso, havendo "uma 'injeção' de financiamento e um desígnio nacional, o Irã pode se transformar em uma potência terrestre dominante no Oriente Médio", concluiu Mizokami.

Deputado sírio: EUA estão fazendo de tudo para dividir meu país

Um combatente norte-americano, que está lutando ao lado das Forças Democráticas da Síria, segura bandeira do seu país

Deputado sírio: EUA estão fazendo de tudo para dividir meu país

© REUTERS/ Rodi Said
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A Síria vem enfrentando duas tarefas principais: combate ao terrorismo e luta contra a divisão da sociedade. Quaisquer ideias separatistas contradizem os princípios da constituição, opinou o secretário do parlamento sírio, Khaled al Abud, em entrevista à Sputnik Árabe.


Forças dos EUA em Manbij, Síria, foto de arquivo
© AFP 2017/ DELIL SOULEIMAN
As autoridades sírias estão envidando muitos esforços para unir todas as nacionalidades e correntes políticos do país. As pessoas, segundo o parlamentar, estão vivendo em condições difíceis de uma guerra de muitos anos. Ao mesmo tempo, o governo norte-americano está fazendo todo o possível para dividir o povo sírio, ou seja, todo o país.
Os EUA estão focados em Raqqa; e há várias razões para isso.
"Após terem desistido de controlar o caos na Síria, os [norte-americanos] começaram a pôr em prática sua nova imagem de 'libertadores e lutadores contra terrorismo'. Isso ganha especial relevância se tomar em conta as acusações de Donald Trump contra Barack Obama durante sua campanha eleitoral. Ele [Trump] chamou a administração anterior de cúmplice do Daesh, afirmando estar seguindo uma política diferente", frisa o parlamentar.

O deputado acha que as vitórias em Raqqa ajudarão Trump a consolidar suas posições nos EUA. Além disso, Washington precisa de Raqqa para criar contrapeso à Rússia.
De acordo com Khaled al Abud, as Forças Democráticas da Síria (FDS) transferiram nas mãos dos norte-americanos demasiados poderes em Raqqa. No entanto, eles irão se arrepender disso, pois poderão se tornar fantoches dos EUA, assim como outros aliados dos Estados Unidos, falou o parlamentar para a Sputnik Árabe
Anteriormente, as Forças Democráticas da Síria (FDS) criaram um conselho civil que terá que governar Raqqa após ter sido libertada completamente do Daesh (grupo terrorista proibido na Rússia). No sábado (24), o conselho tomou a decisão de libertar 83 militantes como gesto de boa vontade.

A MENTIRA DOS EUA PARA JUSTIFICAR O CRIME CONTRA OS SÍRIOS - Assad estaria planejando novo ataque químico e poderá pagar 'preço alto', dizem EUA

In this image provided by the U.S. Navy, the guided-missile destroyer USS Porter (DDG 78) launches a tomahawk land attack missile in the Mediterranean Sea, Friday, April 7, 2017.

Assad estaria planejando novo ataque químico e poderá pagar 'preço alto', dizem EUA

© AP Photo/ U.S. Navy
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Casa Branca prepara retaliação contra Assad (6)
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A Casa Branca informou nesta segunda-feira ter indícios de que o governo sírio de Bashar Assad está preparando um novo ataque com armas químicas, semelhantes aos que os Estados Unidos dizem que acontecem às vésperas do dia 4 de abril.

Naquela data, pelo menos 70 civis – incluindo crianças – morreram após um ataque com armas químicas na província síria de Idlib. O incidente motivou o presidente norte-americano Donald Trump a ordenar um ataque contra a base aérea síria de Shayrat.
De acordo com informe da Casa Branca desta segunda-feira, Assad já teria sido alertado que, em caso deste novo ataque se confirmar, ele e os seus militares "pagarão um preço alto", sem revelar qual seria essa retaliação.

À época do ataque realizado com mísseis Tomahawk norte-americanos, Washington informou que a iniciativa militar seria única e visava impedir que novos ataques com armas químicas fossem registrados em território sírio, país este que vive uma guerra civil desde 2011.
Contudo, novos ataques não foram descartados pelo governo norte-americano, o que aumenta a chance de novas confrontações com a Rússia e com o Irã, países que apoiam o regime de Assad na Síria.
O presidente sírio sempre negou veementemente ter sido responsável pelo incidente em Idlib, colocando a culpa nos militantes contrários ao seu governo. O Kremlin também disse não ter encontrado provas de que Assad pudesse estar por trás do episódio.

Senador russo alarma para novo ataque dos EUA contra tropas sírias

As consequências do ataque de mísseis à Base Shayrat

Senador russo alarma para novo ataque dos EUA contra tropas sírias

© Sputnik/ Mikhail Voskresensky
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Casa Branca prepara retaliação contra Assad (6)
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Um senador russo avisou sobre possíveis novos ataques norte-americanos contra o exército sírio ao comentar a afirmação de Washington que os EUA "detectaram preparações potenciais" para realização de um ataque químico pelo governo da Síria.


Mais cedo, a Casa Branca afirmou em um comunicado que o presidente sírio, Bashar Assad, está alegadamente preparando um ataque químico, que "deverá resultar em massacres de civis".
"Está claro que os EUA estão preparando um novo ataque contra as posições das tropas sírias. Está sendo planejada outra provocação cínica e sem precedentes", disse o primeiro vice-presidente do Comitê de Defesa e Segurança do Conselho da Federação (câmara alta do parlamento russo), Frants Klintsevich.
O senador afirmou que a nova provocação dos EUA "será mascarada como um ataque químico", podendo ser seguido posteriormente por um ataque norte-americano "contra um grupo que está à beira de uma solução construtiva da situação".
Ele também sublinhou que isto apresenta ameaça aos militares russos que estão na Síria e a outros especialistas. "Existe ameaça real à vida deles", acredita.

Estados Unidos estão preparando terreno para agressão militar na Síria

Consequências do ataque contra base aérea na Síria, 7 de abril de 2017

Opinião: Estados Unidos estão preparando terreno para agressão militar na Síria

© Sputnik/ Mikhail Voskresensky
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Casa Branca prepara retaliação contra Assad (6)
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Washington está preparando terreno para agressão militar contra a Síria ao ter acusado o presidente do país, Bashar Assad, de estar preparando um novo ataque químico, declarou à Sputnik o vice-presidente do Comitê da Defesa da Duma de Estado (câmara baixa do parlamento russo), Andrei Krasov.

Mais cedo, a Casa Branca acusou as autoridades sírias de estar preparando um novo ataque com armas químicas e avisou que EUA não iriam se calar.
"[Washington] está preparando o terreno para justificar essa agressão militar contra um Estado soberano [Síria]", acredita.

Krasov também apontou que EUA sempre usam "notícias falsas" para "desestabilizar a situação em certos países".
Em particular, o deputado especificou a situação no Iraque, quando o então secretário de Estado dos EUA, Colin Powell, apresentou ao Conselho de Segurança da ONU suposta informação sobre o governo iraquiano possuir armas químicas que, por sua vez, justificou a invasão no país, bem como a derrubada de Sadam Husein.
"Não há nada de novo, acho que a comunidade internacional deva condenar essas ações impulsivas por parte da administração dos EUA", apontou.
A oposição síria denunciou, em 4 de abril, um suposto ataque com armas químicas na cidade de Khan Shaykhun (província de Idlib), que deixou mais de 80 mortos, segundo a Organização Mundial de Saúde.

Forças de oposição culparam Damasco pelo incidente, mas as autoridades sírias rejeitaram as acusações, alegando que todos os arsenais químicos foram retirados do país e eliminados sob a supervisão da Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ).
O governo sírio declarou nunca ter usado substâncias tóxicas contra a sua população, nem contra forças de oposição ou terroristas.
Apesar de a investigação do ataque ainda não ter sido concluída, em 7 de abril, 59 mísseis norte-americanos atacaram a base aérea síria de Shayrat (província de Homs), em "retaliação" ao uso de armas químicas pelo governo de Bashar Assad.